Uma semana histórica na Costa Esmeralda
Chegou ao fim, neste sábado, 19 de setembro, em Porto Cervo, a 23ª Rolex Swan Cup, o maior evento monomarca de vela do mundo. Organizada pelo Yacht Club Costa Smeralda em parceria com a Nautor Swan e a Rolex, a edição deste ano teve um significado especial: celebrou os 60 anos da Nautor Swan, o estaleiro finlandês fundado em 1966 que se tornou sinônimo de elegância e desempenho no mar.
Os números confirmaram a dimensão do encontro: 170 veleiros Swan, representando mais de 90 modelos e todas as gerações do estaleiro, com mais de 1.800 velejadores a bordo. Foi uma frota recorde, do primeiro Swan já construído, o Tarantella (Swan 36-001, restaurado ao esplendor original), aos gigantes atuais, como os Swan 128 BeCool e Raijin e o novíssimo Swan 80 Elvi.

Quatro dias de regata, três gerações competindo juntas
As regatas oficiais foram disputadas de 16 a 19 de setembro. Pela primeira vez, as três divisões da ClubSwan navegaram lado a lado: a ClubSwan Spirit, com Maxi Swans e barcos em configuração de cruzeiro; a ClubSwan Racing, com as classes monotipo de alta performance; e a ClubSwan Legacy, dedicada aos clássicos assinados por Sparkman & Stephens, Ron Holland e German Frers. Foi a primeira vez que essas diferentes gerações de projeto competiram na mesma raia.
O dia decisivo teve céu limpo e vento de nordeste entre 8 e 12 nós. As divisões de rating fizeram uma regata costeira ao redor da ilha de Caprera, enquanto os monotipos ClubSwan disputaram percursos de barla a sota.

Os campeões de 2026
Na ClubSwan 50, o Earlybird, de Hendrik Brandis, com Francesco Bruni no leme, dominou a série com cinco vitórias em sete regatas. Na ClubSwan 43, o Team 42+1, de Hyppolite Machetti, construiu o título com seis vitórias consecutivas antes de fechar em segundo na última regata.
A disputa mais apertada foi na ClubSwan 42: Nadir e Pez de Abril terminaram empatados em pontos e com resultados idênticos, e a decisão só veio no critério de desempate, com o Nadir vencendo a regata final. Na ClubSwan 28, o Anya Race garantiu o título por apenas um ponto sobre o Black Swan.
Entre os maiores, a divisão Swan Maxi ficou com o Freya, um Swan 90 que se recuperou de uma sexta colocação inicial com três vitórias seguidas. Nas classes de cruzeiro, o Swan Pure Cruising foi para o Black Zero, também no desempate, diante do Alegher, enquanto o Azzurro, um Swan 78, levou o Swan Maxi Pure Cruising.
Homenagens que vão além da raia
A cerimônia de premiação teve momentos que ultrapassaram o esporte. O Prêmio Fabio Gallia foi entregue por Paul Cayard a Catherine Chabaud, que velejou a bordo do Swan 55 Storm. Primeira mulher a completar a Vendée Globe, a volta ao mundo solitária e sem escalas, ela foi reconhecida também por seu engajamento na conservação dos oceanos. O Prêmio Matteo Auguadro ficou com Matteo Ramian.
"A ClubSwan é verdadeiramente única na vela", resumiu Gianguido Girotti, CEO da Nautor Swan. "Nossos eventos não são apenas competições, são oportunidades para os proprietários se encontrarem, velejarem, aprenderem e compartilharem experiências."

Mais do que uma regata
Além das disputas na água, a semana ofereceu um calendário social à altura dos 60 anos: da espetacular "Dança dos Cisnes", uma formação circular de toda a frota ao redor da Isola dei Monaci em homenagem ao fotógrafo Carlo Borlenghi, ao jantar de aniversário dos proprietários e à tradicional Rolex Dinner Party. Uma celebração que reforça o que faz da Swan uma comunidade, e não apenas uma marca.
Ficha técnica
23ª Rolex Swan Cup
16 a 19 de setembro de 2026, Porto Cervo, Sardenha (Itália)
Organização: Yacht Club Costa Smeralda, com Nautor Swan e Rolex
Frota recorde: 170 Swans e mais de 1.800 velejadores
Por: Redação Mundo Mar
Foto: Foto: Studio Borlenghi / ClubSwan Racing







