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Refeno 2026: estreante Orion crava novo recorde e conquista a Fita Azul na travessia Recife–Fernando de Noronha

O trimarã MOD70 Orion, do comandante Sérgio Avellar, venceu em sua primeira participação e cruzou a chegada em 14h18min56, derrubando um recorde que durava 19 anos e pertencia ao Adrenalina Pura. A 37ª edição largou do Marco Zero do Recife com 94 barcos.

Refeno 2026: estreante Orion crava novo recorde e conquista a Fita Azul na travessia Recife–Fernando de Noronha
Foto: Divulgação: REFENO / Cabanga Iate Clube

Uma estreia para a história

A 37ª Regata Internacional Recife–Fernando de Noronha, a tradicional Refeno, já tem seu grande nome de 2026. Logo em sua primeira participação, o Orion Racing Brasil conquistou a Fita Azul, o prêmio destinado à primeira embarcação a completar a travessia, e ainda estabeleceu um novo recorde da prova.

Com o MOD70 Orion, o comandante Sérgio Avellar e sua tripulação cruzaram a linha de chegada, no Mirante do Boldró, em Fernando de Noronha, com o tempo de 14h18min56. A marca derruba um recorde que resistia havia 19 anos: desde 2007, o registro pertencia ao Adrenalina Pura, que havia completado o percurso em 14h34min54s.

Maior vencedor da história da regata, com dez Fitas Azuis, o Adrenalina Pura buscava o 11º título, mas viu o estreante levar a melhor na disputa mais aguardada da edição.

Uma máquina de vela oceânica

O Orion não é um veleiro qualquer. O MOD70 é um trimarã construído em fibra de carbono, desenvolvido especialmente para velocidade e grandes travessias oceânicas, parte de uma série exclusiva de apenas sete embarcações no mundo. Com três cascos, estrutura extremamente leve e grande área vélica, foi concebido para atingir altas velocidades em mar aberto, algo muito diferente dos veleiros convencionais que enfrentam as 300 milhas náuticas entre o Recife e o arquipélago.

Recém-chegado a Pernambuco, o barco desembarcou no estado trazendo uma das embarcações de alta performance mais impressionantes da vela oceânica. A bordo, ao lado do comandante Sérgio Avellar, estiveram Cláudio Teixeira, Guilherme Siqueira Araújo, João Pedro Monteiro, Júlio Avellar, Marcus Duarte e Tiago Monteiro, uma tripulação que reúne duas gerações de velejadores, com pais e filhos dividindo a paixão pelo mar.

O Orion também levou consigo o projeto Velejando pelo Autismo, iniciativa que usa a vela como instrumento de inclusão e conscientização, aproximando pessoas com autismo e suas famílias do universo náutico.

Largada no Marco Zero, com 94 barcos

A festa havia começado no sábado, 19 de setembro, ao meio-dia, com a largada no Marco Zero do Recife. Foram 94 embarcações e cerca de 700 velejadores, vindos de 13 estados brasileiros e de três países estrangeiros, Argentina, Portugal e Estados Unidos, no que é reconhecido como uma das maiores confraternizações da vela oceânica na América Latina.

A edição de 2026 estreou uma nova premiação, a Fita Dourada, destinada ao primeiro monocasco a cruzar a linha de chegada, ao lado da tradicional Fita Azul, que celebra o primeiro colocado na geral, agora nas mãos do Orion.

A Refeno também virou vitrine de estrelas do esporte brasileiro: o veleiro Algo Mais levou a bordo a skatista Pâmela Rosa, a campeã olímpica do salto em distância Maurren Maggi, o ex-jogador Richarlyson e o nadador paralímpico André Brasil.

Ficha técnica

37ª Refeno, Regata Internacional Recife–Fernando de Noronha
Largada: 19 de setembro de 2026, Marco Zero do Recife
Percurso: cerca de 300 milhas náuticas até Fernando de Noronha
Organização: Cabanga Iate Clube de Pernambuco
Fita Azul e novo recorde (14h18min56): MOD70 Orion, comandante Sérgio Avellar

Por: Redação Mundo Mar

Foto: Divulgação: REFENO / Cabanga Iate Clube

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